Já sentiu que não há dor pior do que a saudade? Pois eu sinto agora. Não serei dramático ou egocêntrico (não manterei minha atitude de que tudo parece ser horrível, porque não parece), só serei claro: a saudade de quem se ama dói tanto quanto ouvir da própria pessoa que você não vale nada, friamente dito. Não que isso tenha acontecido, mas ao imaginar como seria tal situação, pode-se lembrar da dor da saudade. Afinal é quase a mesma coisa: partir sem chances de retorno e ser rejeitado, como se estivesse afastado da pessoa, sem chances de retorno. Todos ainda me perguntam: "ainda está apaixonado por ela?", "mas por que? O que você ainda vê nela?", "o que te faz pensar que vale a pena?", e a resposta sempre é: "porque ela vale mais a pena do que tudo, e não importa se dizem que não voltarei, na minha mente eu sempre estou lá", e não pense que essa é uma declaração indireta para ela, pois além do fato de ela não ler estes textos e de nem chegar a reconhecer de que é dela de que falo, estou aqui só "compartilhando" meus sentimentos, sem segundas intenções.
Eu sempre a escutava por cochichados dizer coisas que eu sei, eram da minha imaginação. Já viu a capacidade que o ser humano tem de imaginar diálogos em cima de algo que não pode se escutar bem? Você já deve ter passado por isso. Ela não me suportava (afinal, poucos me suportam), sempre discutíamos (não sei por que estou enfatizando isto, eu sempre discuto com todo mundo) e eu sempre mantinha minha emoção ao pensar nela.
Mas enfim, vim aqui desta vez me expressar a respeito da falta que ela me faz e da força de imaginação. Eu acredito, ou melhor, imagino, que ela goste de mim quase tanto eu sou apaixonado por ela (ou que pelo menos ela gostava, até eu me mudar), e que ela também fica imaginando que é dela de que falo, SEMPRE. Imagino que ela sonhe comigo, da mesma forma que eu sonho com ela, sempre nos reencontrando, juntos, como eu penso que deveria ser. Eu imagino que sejamos próprios um para o outro, pois somos idênticos, mesmo que não nos comuniquemos bem. Eu não só imagino, como eu SINTO, que tudo é recíproco, pois tudo que eu queria, era ter a certeza de que sou eu quem mais existe no mundo dela.
E este é meu desabafo, abalado pela saudade, gerado por meses de reflexão, encorajado pela distância e pela crença de que ou ela não vá ler, ou de que ela não vá reconhecer. E esses são os sonhos de um adolescente apaixonado, incomum e dentro de seu "mundinho de contos de fadas".