Assim como previsto, perdi novamente a estrutura que estava construindo e fui jogado em um novo caminho, para começar tudo novamente, quase como ter de nascer outra vez, só que com os pesos da mente e da memória. Durante a viagem, fiz inúmeras notas mentais, para compartilhar aqui, mas já estou postando atrasado, não me lembro de todas e nem vem mais ao caso, mas posso lhes dizer o seguinte:
Sofri uma trapaça do Destino, no jogo da Vida, apostando a estabilidade. Talvez isso seja muito dramático, talvez seja muito metafórico, mas, em outras palavras, foi o que aconteceu. Desde que nascemos começamos o jogo que é a Vida, sendo conduzido pelo Destino, seu oponente (o que já é a própria desvantagem competir com algo ou alguém com o poder de mudar seus caminhos) e o jogo consiste em seguir a vida e não cair nos buracos que o Destino planta à sua frente e se cair, aguentar, exatamente como em um jogo de tabuleiro, em que se jogam os dados e se decide se vai prosseguir muito ou pouco, e cada ponto em que se para te dá uma decisão de vida, determinada, logicamente, pelo nosso caro Destino. Para ganhar, como já dito, "basta" aguentar o que lhe aparece ou, dependendo do humor do Destino, lutar para se manter no eixo, no caminho à linha de chegada (o "basta" foi praticamente sarcástico já que não é nada simples se manter em pé frente aos terremotos e furacões armados). Cansei um pouco de ser tão melancólico e metafórico, então serei direto quanto ao meu estado atual: já não estou apaixonado pela pessoa mencionada nos primeiros textos, não é frieza de esquecer tão rápido nem tampouco falsidade de manter isso por tanto tempo, foi um momento de clareza que me veio durante a viagem: eu já não a amava, era só algum peso ou saudade, estava interessado realmente em outra, que já estava a pensar há certo tempo - a mesma do relance de ódio poucos meses atrás.
Para quem está perdido, farei uma linha do tempo:
até abril-2009 estava perdidamente apaixonado pela primeira, mas então fui afastado para um novo caminho e pouco tempo depois disso me apareceu a seguinte (por favor não leve "primeira" e "seguinte" como frieza, vulgaridade ou falta de apego, talvez depois explique melhor) que me encantou lentamente, por seus pequenos detalhes que o tempo fragmentou até perceber que não pensava em mais nada além dela, foi algo quase que doente, inclusive me envolvi em tristes histórias (uma delas provocou o relance de ódio mencionado).
Se fosse uma pequena paixão ou uma simples atração, hoje já teria esquecido, e há certas pessoas que eu "levaria em conta" se assim fosse, mas não é assim, ainda penso nela e toda noite a memória me carrega. Talvez quem me conhece já tenha uma idéia de quem é, então peço que se tem teu palpite, me fale, estou um pouco curioso a respeito da minha clareza.