Meu Destino sempre foi incerto, e não é dessa vez que será diferente. O mundo fora de meu alcance é muito complexo e prepotente, sempre ignorando a mim, à minha opinião e aos meus desejos, como se estivesse implícito que eu não possuísse direitos, que não fosse humano.
Pode ser apenas outro Segmento incorreto que me aparecem de tempos em tempos, mas pode ser também outra demolição que o Destino me arma, para que eu altere a Planta desse edifício que venho construindo.
Ainda me pego pensando nela. Mas já não posso lembrar o rosto, como um bloqueio que eu mesmo me imponho. Como se eu soubesse que, ao lembrar, me tornaria vulnerável. Mas já estou, a estrutura deste prédio já estava abalada muito antes disso, e não é agora que vai enrijecer.
Nem as lascas e cacos em meu caminho poderei recolher a tempo, na verdade perderei os poucos que peguei na tempestade de areia que vem, vem e só deixa o núcleo, o mínimo suficiente para que eu recomece de forma diferente e, após outros andares adquiridos, uma nova Queda seguida de uma nova Tempestade de Areia.
E nenhuma construção aguenta ventos como esses.